Um comum mortal, mediano na sua essência jamais sonharia voar
tão alto. Porque eu? Privilegio este que me foi concedido, alunar em tão distinta superfície. Puro desconhecimento, descoberta total.
No calor da viagem, promessas eternas, sonhos possíveis, união perfeita. Somos iguais na diferença, somos um só. Na viagem somos um só! Consegues ver a lua? Queres tocar-lhe? Toma, sobe este pequeno banco de ferro eu ajudo-te a chegar lá... dá-me a tua mão pequena.
Silencio, na lua não há guerra. Existe tudo o que precisamos. O silencio, e calor, húmido da intimidade que nos faz viajar.
No regresso, tal como Neil sabia que não voltaria a sentir a a superfície lunar, também eu, comum e mediano mortal, sei que tal acontecerá. Tentei aprender a despedir-me dela a cada missão. Contrariamente a ele, a lua para mim tem mais significado, não se resume a uma missão. A lua é vida, cada cratera uma marca, um momento uma memória uma esperança de regresso, um futuro desejado e sonhado.
Não desisto de voltar a encontra-te minha lua, todas as noites estás lá em cima para eu olhar para ti.
Lua estás aí? Posso subir ao banco?

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