Conjunto de fragmentos, mais ou menos importantes, que nos dizem quem somos, onde estamos e para onde vamos. A memória é a nossa base de conhecimento. É o nosso porto seguro. Nos momentos mais difíceis lembramos-nos de quem nos quer bem e senti-mo-nos reconfortados, corajosos! Vencemos tudo e todos.
Basílio é jovem, reservado na postura, semelhante a qualquer outra pessoa, diz-se resistente, como um diamante em bruto, difícil de abdicar dos seus sonhos. Lutador, teimoso, impaciente, inconformado com a vida. Porem, vive no medo de esquecer as coisas que o fazem ser um homem feliz, vive no medo de se esquecer de amar o seu sol, vive no medo de esquecer quem é.
A angustia toma conta dele quando na sua rotina é confrontado com memórias que nem se lembra de alguma vez terem sido guardadas no seu intimo. Injustiça! Porque tem de ser assim?
Esforça-se numa luta inglória por se lembrar do que não consegue... começa a não saber quem é. O espelho nada lhe diz, fotografias são retratos de alguém que em tempos conheceu como sendo ele, tenta desesperadamente agarrar-se a algo que pensa ser o seu reflexo mas que pouco valor tem, uma ténue imagem do que tinha sido é o que sente ser agora. Julga-se melhor que outrora mas não se reconhece.
Basílio junta o conjunto de fragmentos como o seu bem mais precioso, que jamais pode ser roubado, no seu casulo guarda-os e esconde-se.
Basílio junta o conjunto de fragmentos como o seu bem mais precioso, que jamais pode ser roubado, no seu casulo guarda-os e esconde-se.
Falta de respeito, escrever sem me apresentar
Basílio
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