quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O teu olhar

Puro encanto! Cor que destrói o cinzento dos meus dias, janela de luz na densa floresta da vida. Contentamento desmesurado o privilegio de puder ser observado pelos teus olhos. Aprendo com eles todos os dias, a forma maior como transmites ideias e vivências, a assertividade do teu pensar, o rumo e clareza nas acções são a ancora da minha alma e a bússola da minha vida.

Paixão, amor, respeito... excitação num piscar de olhos, calor... desejo... Desejo-te! Mais que ontem. Mais! Sempre mais e mais, para sempre. por ti, por nós.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Gostas?





"Nós somos um instante no infinito
fragmento à deriva no Universo
O que somos não é para ser dito
o que sente não cabe num só verso

Enquanto olhares para mim eu sou eterna
estou viva enquanto ouvir a tua voz
Contigo não há frio nem inverno
e a música que ouvimos vem de nós"





Memória


Conjunto de fragmentos, mais ou menos importantes, que nos dizem quem somos, onde estamos e para onde vamos. A memória é a nossa base de conhecimento. É o nosso porto seguro. Nos momentos mais difíceis lembramos-nos de quem nos quer bem e senti-mo-nos reconfortados, corajosos! Vencemos tudo e todos.

Basílio é jovem, reservado na postura, semelhante a qualquer outra pessoa, diz-se resistente, como um diamante em bruto, difícil de abdicar dos seus sonhos. Lutador, teimoso, impaciente, inconformado com a vida. Porem, vive no medo de esquecer as coisas que o fazem ser um homem feliz, vive no medo de se esquecer de amar o seu sol, vive no medo de esquecer quem é.

A angustia toma conta dele quando na sua rotina é confrontado com memórias que nem se lembra de alguma vez terem sido guardadas no seu intimo. Injustiça! Porque tem de ser assim? 

Esforça-se numa luta inglória por se lembrar do que não consegue... começa a não saber quem é. O espelho nada lhe diz, fotografias são retratos de alguém que em tempos conheceu como sendo ele, tenta desesperadamente agarrar-se a algo que pensa ser o seu reflexo mas que pouco valor tem, uma ténue imagem do que tinha sido é o que sente ser agora. Julga-se melhor que outrora mas não se reconhece.

Basílio junta o conjunto de fragmentos como o seu bem mais precioso, que jamais pode ser roubado, no seu casulo guarda-os e esconde-se. 




Falta de respeito, escrever sem me apresentar

Basílio

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Neil Armstrong

Um comum mortal, mediano na sua essência jamais sonharia voar tão alto. Porque eu? Privilegio este que me foi concedido, alunar em tão distinta superfície. Puro desconhecimento, descoberta total. 

No calor da viagem, promessas eternas, sonhos possíveis, união perfeita. Somos iguais na diferença, somos um só. Na viagem somos um só! Consegues ver a lua? Queres tocar-lhe? Toma, sobe este pequeno banco de ferro eu ajudo-te a chegar lá... dá-me a tua mão pequena.

Silencio, na lua não há guerra. Existe tudo o que precisamos. O silencio, e calor, húmido da intimidade que nos faz viajar.

No regresso, tal como Neil sabia que não voltaria a sentir a a superfície lunar, também eu, comum e mediano mortal, sei que tal acontecerá. Tentei aprender a despedir-me dela a cada missão. Contrariamente a ele, a lua para mim tem mais significado, não se resume a uma missão. A lua é vida, cada cratera uma marca, um momento uma memória uma esperança de regresso, um futuro desejado e sonhado. 

Não desisto de voltar a encontra-te minha lua, todas as noites estás lá em cima para eu olhar para ti. 

Lua estás aí? Posso subir ao banco?




Estrada

Não existe conforto maior que ter o que se sonha ao nosso lado. Egoísmo querer tornar os nossos sonhos realidade. Egoísmo não querer acordar do sono que conduz ao sonho. Que seja!

Guia-me nessa estrada e não deixes que me perca... Se isso acontecer, encontra-te comigo no destino que só tu sabes onde fica.




Frio

Não tenho o dom da escrita mas arrisco fazê-lo para chegar a ti. Sinto um veu que desce  e tapa o sol que és. Sinto o frio a chegar e tenho medo. O coração bate, tenta lutar a cada segundo, tem força... mas será suficiente? Não quer parar! Não pode parar! Cobarde!!! Não vou deixar que pare. Não quero morrer de frio!

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